Joice Stolnberger

01 de julho de 2026 · por Joice Stolnberger

O que é encore career e por que executivas deveriam começar aos 35

A segunda metade de carreira de uma executiva não deveria começar quando a primeira termina. Deveria começar quinze anos antes.

O termo encore career foi cunhado por Marc Freedman, fundador da CoGenerate e professor da Yale School of Management. Ele descreve o período depois da carreira executiva principal, não como fim de trajetória, mas como um novo estágio produtivo que combina renda, propósito e impacto.

As pesquisas mostram um padrão preocupante: a maioria das pessoas só começa a pensar nessa transição por volta dos 50 anos, e leva em média 18 meses para executá la, muitas vezes com queda de renda e perda de identidade.

O erro não é a transição. É a falta de preparo.

O problema não está na transição em si. Está em chegar nela sem ter construído nada por fora do cargo. A executiva que confundiu quem é com a função que ocupa perde o chão quando o crachá some.

Por que aos 35.

Quando uma mulher assume seu primeiro cargo de liderança sênior, por volta dos 35 anos, ela tem de quinze a vinte anos de carreira ativa pela frente. Esse é o momento estratégico para começar a construir uma identidade que transcende o cargo. Não porque a saída está próxima, mas justamente porque não está. Quem constrói o ativo com tempo chega à transição com opções, não com urgência.

Encore career não é aposentadoria. É o capítulo em que a autoridade que você construiu passa a trabalhar para você, e não para o CNPJ de outra pessoa.

Sobre a autora

Joice Stolnberger

Fundadora da Auri Company e criadora do Método Auri. Vinte anos de carreira corporativa, dezesseis deles como executiva sênior na Lojas Renner. Ajuda executivas sêniors a transformar mais de 10 anos de carreira em um negócio com o próprio nome.

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